Desafios e oportunidades da descarbonização da indústria brasileira

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O desafio de alcançar emissões líquidas zero até 2050 exige realizar cortes rápidos e profundos nas emissões de dióxido decarbono (CO2) e outros gases de efeito estufa (GEE), com foco estratégico no metano, até 2030, conforme destacado pela Agência Internacional de Energia (IEA).

É uma jornada complexa, sem margem para simplificações, e requer uma análise meticulosa das nuances que devem ser cuidadosamente consideradas no planejamento para a gestão da descarbonização, impondo desafios e oportunidades importantes para a indústria brasileira.

Neste contexto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) propõe um roteiro estratégico com o objetivo de alcançar as metas de descarbonização, fortalecendo simultaneamente a competitividade e a estabilidade econômica.

Mas o que é a descarbonização? É o processo de interromper ou reduzir a liberação de gases de efeito estufa, especialmente dióxido de carbono, na atmosfera, como resultado de um processo, como a queima de combustíveis fósseis.

Este artigo destaca algumas propostas da CNI, considerando sua repercussão no cenário nacional.

Para alcançar o cenário net zero, a CNI estabelece um conjunto de medidas gerais e específicas que contribuem para acelerar a descarbonização do setor industrial brasileiro e garantir competitividade frente a uma indústria global que está acelerando seu processo de descarbonização, tendo em consideração o cenário internacional e aspectos nacionais de mitigação, as potencialidades e custos das medidas de baixo carbono no setor industrial.

Entre as medidas destacamos aquelas que merecem especial atenção por apresentarem potencial de gerar benefícios a curto-médio prazo.

A CNI destaca a necessidade de maior engajamento do setor industrial na construção do novo Plano Setorial de Mitigação e do Plano de Adaptação, que permite a integração de perspectivas práticas e conhecimentos especializados do setor, contribuindo para a elaboração de estratégias mais eficazes e alinhadas com as metas nacionais de mitigação e adaptação.

A redução das emissões de metano é outra prioridade, abrangendo setores como agricultura, produção de petróleo e gás, e resíduos. No contexto brasileiro, práticas agrícolas de baixo carbono e inovações na gestão de resíduos são consideradas estratégias para o alcance das metas.

O roteiro da CNI destaca ainda a necessidade premente do inventário de emissões completo, considerando não apenas as emissões diretas, mas também dados de fornecedores e emissões incorporadas aos produtos, permitindo uma compreensão holística do impacto ambiental da cadeia produtiva, identificando áreas específicas para redução e compensação de emissões residuais.

Diante do complexo desafio da descarbonização da indústria brasileira, o roteiro da CNI apresenta um caminho promissor. Para adentrar esse cenário de transformações, é imprescindível estabelecer medidas específicas que possam conduzir este setor em direção a uma trajetória mais sustentável e competitiva.

Este desafio passa pela implementação de processos sólidos de monitoramento, relato e verificação (MRV), em conjunto com a criação de um registro nacional de emissões de gases de efeito estufa (GEE) provenientes das atividades industriais. Essa estrutura, alinhada aos padrões internacionais, como o GHG Protocol, garante a comparabilidade de dados e fortalece a transparência, oferecendo uma base consistente e confiável para avaliar o progresso em direção às metas de descarbonização.

Além disso, apoiar a simplificação dos processos de transação de créditos de carbono no mercado voluntário, garantindo a integralidade de seus ativos, é fundamental para estimular a participação ativa das indústrias e impulsionar o desenvolvimento de projetos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN), reforçando a posição do Brasil no cenário global.

Outro aspecto importante é o investimento em projetos capazes de gerar co-benefícios, transformando-se em recursos para comunidades tradicionais e pequenos produtores, como forma de suavizar os impactos sociais da descarbonização e criar oportunidades tangíveis para o desenvolvimento local e a promoção de práticas sustentáveis.

Ao implementar essas medidas específicas, a indústria brasileira se consolida como protagonista na transição para uma economia sustentável, de baixo carbono e reforça sua competitividade no panorama internacional.

Embora o setor industrial seja grande e diversificado, a meta de descarbonizar a produção industrial para alcançar emissões líquidas zero até 2050 é viável, de acordo com diversos estudos e casos práticos de sucesso internacionais.

É fundamental que a indústria brasileira busque referências no mercado para a gestão da descarbonização, com a competência técnica e experiência requerida para tratar de um tema tão complexo e transversal.

Segundo a CNI, o custo adicional de descarbonização para a economia brasileira, considerando os dados obtidos em conjunto com segmentos industriais neste estudo, seria de US$ 8 bilhões de dólares, ou cerca de 40 bilhões de reais até 2050. Por custo adicional de descarbonização entende-se o custo de investimento total na tecnologia de baixo carbono subtraído do custo de investimento total da tecnologia business as usual.

Nesse quesito, vale destacar a startup MOWA – Carbon Neutral, especializada em gestão da descarbonização e net-zero, com foco em setores como energia, resíduos, efluentes, processos industriais e agricultura de baixo carbono e que conta com um time de profissionais com mais de uma década de experiência em mudanças climáticas e desenvolvimento de baixo carbono.

Como uma startup inovadora, oferece a oportunidade de iniciar ou aprimorar a contabilização e relato de emissões corporativas segundo diretrizes e procedimentos globalmente reconhecidos, de elaborar um plano de descarbonização embasado em pesquisas, estudos de tecnologias, oportunidades de mercado e ainda uma análise minuciosa e detalhada do potencial de redução de emissões para cada ação adotada. Além disso, oferece orientação na compra de créditos de carbono verificadas a partir de fontes credíveis que se alinhem com a missão da sua empresa e com os princípios net zero.

José Miguel Carneiro Pacheco é Diretor Executivo da Mowa – Carbon Neutral

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in EcoDebate, ISSN 2446-9394

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Mercado de Carbono no Brasil: Desafios e Soluções Sustentáveis

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O mercado de créditos de carbono no Brasil enfrenta obstáculos que demandam soluções adequadas à nossa realidade ambiental, caracterizada pela vasta biodiversidade e florestas ricas em carbono.

Diferente de outras regiões, onde o foco está principalmente na redução e captura de carbono atmosférico, o Brasil deve lidar com um dilema adicional: a necessidade de valorizar suas florestas em pé enquanto promove mecanismos para a descarbonização. Esse contexto único coloca em destaque a importância de instrumentos como os CPR Verdes (Cédulas de Produto Rural Verdes), que têm potencial para criar incentivos econômicos voltados à conservação ambiental.

No exterior, a abordagem é mais direta, já que muitos países já não possuem grandes florestas para preservar. Assim, seus mercados de carbono concentram-se exclusivamente na redução e captura de carbono. No Brasil, entretanto, a conservação florestal assume um papel estratégico nas políticas de mitigação de emissões, pois o desmatamento contribui diretamente para o aumento de gases de efeito estufa. Ignorar essa dinâmica seria desconsiderar o papel da floresta em pé no equilíbrio climático.

Contudo, há uma crescente crítica à prática de usar créditos de carbono de projetos REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) para neutralizar emissões corporativas. Embora essenciais para a preservação, esses projetos focam mais na prevenção de emissões futuras decorrentes do desmatamento do que na captura direta de carbono. Florestas maduras, preservadas por esses projetos, já não desempenham um papel tão expressivo na captura de carbono, pois esse processo é mais dinâmico nos primeiros anos de crescimento das árvores.

No entanto, esses projetos são fundamentais para evitar a liberação de carbono armazenado e para proteger a biodiversidade. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)1, a preservação de florestas tropicais continua sendo uma estratégia essencial para evitar o desmatamento e proteger grandes estoques de carbono já acumulados.

Essa divergência de prioridades levanta a necessidade de separar os mecanismos voltados para a conservação florestal daqueles voltados para a redução e captura de carbono. O desenvolvimento de um mercado de carbono robusto no Brasil deve contemplar a criação de créditos de carbono nacionais, promovendo a redução direta de emissões, por meio de projetos industriais, agrícolas e de resíduos e efluentes. Além disso, é preciso consolidar instrumentos financeiros dedicados exclusivamente à preservação das florestas, respeitando os princípios biológicos e valorizando o que torna o Brasil um ator único no cenário global de mitigação das mudanças climáticas.

Essa visão pode parecer inovadora, mas já há algum tempo o mercado debate a efetividade dos créditos de carbono oriundos de projetos REDD+ em relação à adicionalidade exigida. Com o tempo, problemas de reputação e confiabilidade de certos agentes têm enfraquecido o apoio irrestrito a essa abordagem, abrindo espaço para soluções mais claras e eficientes.

É nesse contexto que surge uma nova oportunidade: o impulso de créditos de carbono gerados a partir da gestão adequada de resíduos. Com uma abordagem mais prática e transparente, focada na redução das emissões de metano em aterros sanitários e na promoção do tratamento biológico da fração orgânica de resíduos sólidos, o Brasil pode fortalecer sua posição como líder na descarbonização. Projetos de captura e aproveitamento do biogás produzido nos aterros, por exemplo, já se consolidaram como uma estratégia eficiente para evitar a liberação desse gás de efeito estufa na atmosfera. Paralelamente, o incentivo ao tratamento biológico da fração orgânica de resíduos sólidos pode contribuir significativamente para a redução de emissões, ao evitar a formação de metano que ocorreria durante a decomposição anaeróbica em aterros.

O tratamento biológico de resíduos orgânicos desempenha um papel essencial na mitigação das emissões de gases de efeito estufa, com destaque para o metano (CH₄), que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global de curto prazo. O metano tem um Potencial de Aquecimento Global (GWP) aproximadamente 28 vezes maior do que o dióxido de carbono (CO₂) em um período de 100 anos, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). No entanto, seu impacto é ainda mais significativo no curto prazo: ao longo de 20 anos, o GWP do metano pode ser até 84 vezes maior que o do CO₂. Essa elevada capacidade de reter calor na atmosfera faz com que a redução das emissões de metano seja uma prioridade nas estratégias de mitigação climática.

Ao direcionar resíduos orgânicos para o tratamento biológico, como compostagem ou biodigestão para biogás, evitamos que esses resíduos sejam depositados em aterros sanitários, onde a decomposição anaeróbica (sem oxigênio) geraria grandes quantidades de metano. Além de reduzir essas emissões, esses processos biológicos produzem adubo orgânico de alta qualidade, enriquecendo o solo e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis. Dessa forma, tanto os projetos de biogás quanto os de compostagem não só mitigam as emissões de gases de efeito estufa, como também oferecem alternativas viáveis para a geração de créditos de carbono, contribuindo para um mercado de carbono mais robusto e transparente no Brasil, alinhado às práticas globais de descarbonização. Essa é a contribuição da Mowa – Carbon Neutral para o mercado de carbono brasileiro e, portanto, estamos comprometidos com os mais altos padrões de descarbonização e o desenvolvimento sustentável para todos.

Em síntese, o caminho para um mercado de carbono sustentável no Brasil passa por reconhecer as particularidades do nosso perfil ambiental e harmonizar diferentes objetivos. Preservar as florestas e promover a descarbonização são metas complementares, mas que exigem abordagens regulatórias distintas e cuidadosas.

O momento é propício para iniciar o desenvolvimento de créditos de carbono baseados em resíduos e processos industriais, garantindo credibilidade ao mercado e avançando na neutralização das emissões de maneira eficiente e inovadora.

José Miguel Carneiro Pacheco é especialista certificado em inventários urbanos de emissões de gases de efeito estufa pelo Green Business Certification Inc. (GBCI) e Diretor Executivo da Mowa – Carbon Neutral.

1 IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas: O IPCC enfatiza a importância das florestas tropicais na mitigação das mudanças climáticas, destacando seu papel na retenção de grandes estoques de carbono e no combate ao desmatamento.

 

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Contribuição para a Transição para uma Economia de Baixo Carbono

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Apesar do crescente aumento da conscientização ecológica nos últimos anos, o Brasil ainda não alcançou a aceleração necessária para cumprir seus objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

De quem é a culpa? Alguns apontam para os consumidores, argumentando que eles deveriam adotar comportamentos mais eco responsáveis, como a separação de resíduos. Outros culpam o Estado e as empresas, que têm dificuldade em apresentar resultados concretos. Na realidade, a batalha só pode ser ganha se for travada em todas as frentes. E para determinar quem pode atuar onde e como priorizar, é essencial ter em mente as escalas corretas.

Qual é o impacto das ações diárias que realizamos? Como uma mudança radical no comportamento individual afeta a pegada de carbono média de um brasileiro? Qual é o papel das empresas e dos governos nessa transição? Diante da necessidade de ação rápida e eficaz, a responsabilidade dos consumidores e a eco cidadania são frequentemente destacadas.

A pegada de carbono média dos brasileiros, que era de 6,91 toneladas de CO2e em 2021, deve diminuir cerca de 70% para atingir as 2 toneladas de CO2e por ano compatível com o Acordo de Paris. Em que medida a ação individual pode contribuir para este objetivo?

Elaboramos uma lista de cerca de uma dúzia de ações que podem ser realizadas pelos indivíduos, desde ações simples como instalar lâmpadas LED em residências e comércio ou até mudanças mais significativas de comportamento, como adotar uma dieta vegetariana. Analisamos o impacto conjunto dessas ações generalizadas na redução da pegada de carbono e concluímos que poderia alcançar mais de 80%.

Essa hipótese maximalista tem o mérito de evidenciar dois resultados importantes:

  • Em primeiro lugar, o impacto da ação individual é muito representativo – desde que não nos limitemos a ações simbólicas e marginais. Entre as ações individuais com maior impacto estão a mudança de combustíveis no transporte privado, como gasolina ou diesel para etanol, a priorização do uso de transportes públicos, bem como mudança de uma dieta à base de carne para uma dieta vegetariana representam a maior parte da redução da pegada de carbono.

  • É preciso destacar que este comportamento “heroico” generalizado pode contribuir fortemente para cumprir o objetivo do Acordo de Paris, que exige limitar a emissão máxima de até 1,20 bi tCO2e em 2030, bem como alcançar a emissão líquida zero em 2050.

  • Se todos os brasileiros reduzissem sua pegada de carbono em 70%, teríamos uma redução absoluta de 1,06 bi tCO2e, o que representa uma redução de 88% em relação à meta de 2030. Se apenas os economicamente ativos, 0,39 bi tCO2e, ou seja, 33%.

Os nossos cálculos mostram que o empenho das pessoas e dos agregados familiares em descarbonizar os seus estilos de vida é inevitável e importante para atingir os objetivos de redução e para que o Brasil seja neutro em termos de carbono até 2050.

No entanto, para vencer essa batalha, é necessário ir além das pessoas e dos agregados familiares e agir coletivamente. Além dos esforços individuais, é essencial uma mudança radical liderada pelo governo e apoiada pelo setor privado. O investimento em tecnologias de baixo carbono e a criação de incentivos fiscais e regulatórios são fundamentais para essa transição. Cada indivíduo é limitado pelo “sistema sociotécnico”, ou seja, o ambiente social e tecnológico de que depende.

Para reformar o sistema e descarbonizar os equipamentos e serviços de que todos dependemos, a questão do investimento é fundamental.

O investimento privado das famílias na renovação das suas casas (renovação térmica, mudança de caldeiras) e na compra de um veículo com baixo teor de carbono (elétrico, ou de muito baixo consumo, ou eventualmente a biogás) é uma alavanca importante da transição. Deve ser desencadeada e encorajada pelas autoridades públicas, que são responsáveis pela criação dos incentivos e apoios adequados.

Cabe ao Estado regulamentar, investir e liderar essa transição. Ele deve investir também na renovação de edifícios públicos e na descarbonização de serviços essenciais, além de estabelecer regras para orientar os investimentos em direção a indústrias de baixo carbono.

As empresas não poderão fazer nada na escala certa se não começarem por medir a sua dependência dos combustíveis fósseis com o mesmo nível de granularidade da contabilidade económica. Esta é uma condição prévia para limitar e reduzir drasticamente a sua pegada de carbono nas melhores condições possíveis. A mensuração precisa e consistente ajudará a estimular a reflexão sobre a transformação dos seus processos operacionais, o transporte de mercadorias, o fornecimento de energia, a concepção de produtos e a escolha de investimentos e localizações geográficas.

Convém recordar que, numa empresa, uma ação de grande envergadura só pode ter lugar se for decidida e dirigida pelo responsável máximo e integrada no próprio coração da estratégia.

Essa variedade de estratégias deve ser mobilizada em prol de uma transição radical, cujas diretrizes gerais podem ser delineadas sem a pretensão de serem exaustivas. Isso inclui o desenvolvimento de fontes de energia com baixo teor de carbono, levando em consideração sua contribuição para os objetivos nacionais e seu custo por tonelada de CO2 evitado. Também é fundamental eliminar a utilização de carvão e gás fóssil na produção de eletricidade, implementar um amplo plano de renovação de edifícios residenciais e comerciais, descarbonizar os modos de transporte de passageiros e mercadorias, adotar práticas agrícolas de baixo carbono e promover a descarbonização dos processos industriais. Além disso, é importante desenvolver sumidouros de carbono naturais e tecnológicos, entre outras medidas.

O problema é sistêmico; a construção de uma solução viável e credível exigirá uma forte ação coletiva, o que exigirá que todos tomem medidas proporcionais aos seus esforços individuais.

Para garantir a ampla participação, estamos orgulhosos de lançar o White Paper da Calculadora de Pegada de Carbono da Mowa Carbon Neutralnesta semana que marca o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Direcionada para aqueles que buscam criar um impacto positivo e crescer de forma sustentável, a Calculadora Pegada de Carbono Zero é uma ferramenta que representa o resultado de anos de pesquisa ambiental e conhecimento profundo das metodologias de cálculo de pegada de carbono.

Desenvolvida pela equipe da Mowa Carbon, ela se baseia principalmente no padrão mais usado e reconhecido internacionalmente para contabilização e relato de emissões de gases de efeito estufa (GEE), o GHG Protocol.

Ao utilizar nossa calculadora, você descobrirá sua pegada de carbono anual com base em seu estilo de vida e padrões de consumo. Além disso, terá acesso exclusivo à nossa curadoria de projetos de compensações de carbono verificados por terceira parte acreditada no Sistema das Nações Unidas (ONU), que criam impacto positivo no Brasil e ao redor do mundo.

A metodologia para avaliação da pegada de carbono individual busca quantificar as emissões de gases de efeito estufa associadas às atividades diárias e cotidianas de um brasileiro. Guiada pelos princípios do GHG Protocol, a calculadora compreende áreas como consumo de energia domiciliar, transporte, dietas alimentares e outros comportamentos, proporcionando uma compreensão consistente das contribuições individuais para as mudanças climáticas.

Após responder às perguntas, você descobrirá sua pegada de carbono anual e será direcionado para opções de compensação. Oferecemos três modalidades: 01 mês, 06 meses e 12 meses. Ao compensar, você terá várias opções de projetos de compensação de carbono verificada por terceira parte acreditada pelo Sistema ONU, elegíveis para neutralizar sua pegada, entre as quais poderá escolher a que melhor se adequa às suas preferências.

No final do processo, você será agraciado com o Selo Carbono Zero da categoria escolhida, o certificado de compensações verificadas por terceiros e um toolkit de comunicação que inclui informações sobre o projeto apoiado e os resultados alcançados.

A Calculadora Pegada Carbono Zero mostra o resultado em toneladas de CO2e (tCO2e) por ano, unidade que concentra os diferentes gases de efeito estufa em apenas um indicador. É interessante perceber onde você se encontra no que diz respeito às mudanças climáticas, entendendo sua parte nesse processo. Os resultados mostram como você está em comparação com o Brasil e o mundo.

Não pretendemos resolver a questão climática confiando exclusivamente na ação individual, mas sim abrir uma janela de oportunidade para que cada pessoa possa participar e contribuir, dentro de suas possibilidades, para a transição de baixo carbono do país e do mundo.

Acreditamos que cidadãos mais eco-conscientes podem demandar ações mais assertivas e responsáveis por parte das empresas e do governo, promovendo políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis e fiscalizando o cumprimento das regulamentações ambientais. Ao exercer essa pressão, nós cidadãos contribuímos para uma mudança sistêmica e para a criação de um ambiente propício à transição para uma economia de baixo carbono.

José Miguel Carneiro Pacheco é Diretor Executivo da Mowa – Carbon Neutral

 
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Miguel Pereira adere à Declaração de Glasgow de ação climática no turismo

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Divulgação

Miguel Pereira se destaca como pioneira em ações voltadas para o turismo e meio ambiente. Isso porque a cidade se tornou a primeira no Rio de Janeiro e a segunda do Brasil a aderir à Declaração de Glasgow de Ação Climática no Turismo. O compromisso reforça a diretriz em promover um alinhamento econômico alinhado à sustentabilidade, em consonância com os debates que ocorrerão na COP 30, em Belém (PA), sobre a transição ecológica e a redução das emissões de carbono.

A adesão à declaração implica compromissos essenciais, como reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030 e atingir a neutralidade de carbono antes de 2050. Para respaldar essa iniciativa, Miguel Pereira implementou o projeto de “Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, em parceria com a empresa Mowa – Carbon Neutral, única signatária com profissional credenciado pelo Green Business Certification Inc. O trabalho resultou na elaboração de inventários abrangendo o período de 2017 a 2022, que apontam avanços significativos na redução de impactos ambientais.

Os dados revelam uma redução geral de 35% das emissões, impulsionada pelo aumento de 55% na capacidade de captura de carbono das florestas e áreas verdes do município. Um dos destaques é que, em 2022, as áreas florestais absorveram quantidade suficiente de carbono para compensar integralmente as emissões dos setores de energia, transportes, resíduos e efluentes, reforçando o papel essencial da preservação ambiental na agenda climática.

O prefeito Pedro Paulo Quinzinho destaca que o monitoramento de emissões é um instrumento estratégico para a formulação de políticas ambientais eficazes, possibilitando investimentos mais assertivos em energia renovável, gestão de resíduos e ampliação das áreas verdes. Ele também ressalta que projetos como a revitalização do Lago Javary, a inauguração do Parque Terra dos Dinos e iniciativas de restauração florestal do Corredor Tinguá-Bocaina e do programa Replantando Vida demonstram que é possível conciliar crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.

Fonte: https://www.correiodamanha.com.br/correio-sul-fluminense/regiao-do-vale/2025/05/amp/201930-miguel-pereira-adere-a-declaracao-de-glasgow-de-acao-climatica-no-turismo.html

 

 

 

Nova Lima inicia elaboração do Plano Executivo de Mudanças Climáticas com Grupo de Trabalho Intersetorial

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Nova Lima deu um importante passo rumo à sustentabilidade e à adaptação às mudanças climáticas com a criação, por decreto municipal, do Grupo de Trabalho (GT) Intersetorial responsável pela elaboração do Plano Executivo de Mudanças Climáticas. Com prazo até maio de 2026, o GT, formado por representantes de diversas secretarias e órgãos municipais, trabalhará em parceria com uma consultoria externa para desenvolver o documento.

O diferencial desse processo é a participação ativa da população das seis regiões do município — Honório Bicalho, Centro, Vila da Serra, Macacos, Jardim Canadá e Alphaville — por meio de uma “escuta qualificada”, que visa incorporar diferentes percepções territoriais no planejamento climático. Essa abordagem colaborativa busca garantir que as ações sejam efetivas e contextualizadas às realidades locais.

O Plano tem como objetivo principal reduzir os impactos de desastres ambientais causados pelas mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promove a economia verde. Essa economia sustentável envolve projetos que abrangem todos os setores econômicos e a população de todas as idades, fomentando um desenvolvimento mais equilibrado e responsável.

Atualmente, a segunda etapa do plano está focada na elaboração do Diagnóstico de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), analisando os principais setores emissores: Energia, Processos Industriais, Resíduos, Agropecuária e Uso da Terra. Paralelamente, serão realizadas análises sobre vulnerabilidade climática e políticas públicas existentes, além da proposição de ações mitigadoras para enfrentar as mudanças climáticas no município.

Esse trabalho representa um compromisso estratégico de Nova Lima com o futuro sustentável e resiliente da cidade e seus moradores. Da redação do Jornal Panorama com informações e foto da Prefeitura de Nova Lima

 

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