Brasil
Sítio Capiranga
O Projeto Capiranga, localizado em Coari, Amazonas, abrange aproximadamente 10.613 hectares no Bioma Amazônia e tem como objetivo promover a conservação e o manejo da vegetação nativa, contribuindo para a manutenção e o incremento dos estoques de carbono, a proteção da biodiversidade e a preservação dos serviços ecossistêmicos.
O projeto gera créditos de remoção de carbono de natureza AFOLU/ARR, associados à capacidade da vegetação nativa conservada de remover CO₂ da atmosfera e incorporá-lo à biomassa florestal.
A quantificação considera a área de vegetação nativa elegível e as remoções líquidas de carbono associadas ao crescimento e à dinâmica da biomassa, acompanhadas por monitoramento geoespacial da cobertura vegetal e por mecanismos de controle destinados a assegurar a permanência e a integridade dos resultados climáticos.
O projeto segue a Metodologia MWC0002 v1.0 – Florestamento, Reflorestamento e Revegetação em Áreas Privadas, incorporando princípios de adicionalidade, monitoramento, permanência, salvaguardas socioambientais e integridade climática.
A Capiranga apresenta elevada integridade florestal, respaldada por análise histórica e monitoramento por sensoriamento remoto. Cada crédito disponibilizado no EarthCarbonTrade corresponde a 1 tCO₂e de remoção de carbono quantificada e monitorada de acordo com os requisitos da MWC0002 v1.0.
Créditos de carbono
148548
Florestas
ODS
04
R$ 93,00
/ tCO₂e
Brasil
Fazenda Priorini II
O Projeto Piorini II, localizado em Coari, Amazonas, abrange aproximadamente 11.852 hectares no Bioma Amazônia e tem como objetivo promover a conservação e o manejo da vegetação nativa, contribuindo para a manutenção e o incremento dos estoques de carbono, a proteção da biodiversidade e a preservação dos serviços ecossistêmicos.
O projeto gera créditos de remoção de carbono de natureza AFOLU/ARR, associados à capacidade da vegetação nativa conservada de remover CO₂ da atmosfera e incorporá-lo à biomassa florestal.
A quantificação considera a área de vegetação nativa elegível e as remoções líquidas de carbono associadas ao crescimento e à dinâmica da biomassa, acompanhadas por monitoramento geoespacial da cobertura vegetal e por mecanismos de controle destinados a assegurar a permanência e a integridade dos resultados climáticos.
O projeto segue a Metodologia MWC0002 v1.0 – Florestamento, Reflorestamento e Revegetação em Áreas Privadas, incorporando princípios de adicionalidade, monitoramento, permanência, salvaguardas socioambientais e integridade climática.
A Piorini II apresenta elevada integridade florestal, respaldada por análise histórica e monitoramento por sensoriamento remoto. Cada crédito disponibilizado no EarthCarbonTrade corresponde a 1 tCO₂e de remoção de carbono quantificada e monitorada de acordo com os requisitos da MWC0002 v1.0.
Créditos de carbono
167432
Florestas
ODS
04
R$ 93,00
/ tCO₂e
Brasil
Casca Compostagem
A Casca atua na gestão de resíduos orgânicos no município do Rio de Janeiro, atendendo a grandes geradores da cidade, como restaurantes, hotéis, shoppings, empresas e eventos. Por meio da coleta e destinação desses resíduos para compostagem, a Casca desvia a matéria orgânica que, no cenário convencional, seria encaminhada a aterros sanitários e a transforma em composto orgânico, promovendo a economia circular e evitando emissões de gases de efeito estufa associadas à decomposição anaeróbica dos resíduos.
A atuação ocorre em um contexto particularmente relevante para a agenda climática urbana. O CTR Rio, em Seropédica, recebe aproximadamente 10 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos provenientes do município do Rio de Janeiro e dispõe de sistema de captação e aproveitamento energético do biogás gerado pela decomposição dos resíduos. Embora parte significativa do metano produzido seja recuperada, uma parcela ainda escapa para a atmosfera por meio de emissões fugitivas e perdas operacionais.
Dados recentes do Global Methane Hub reforçam a dimensão desse desafio. Levantamentos realizados no aterro identificaram importantes fontes de emissão de metano não capturado, incluindo uma fonte estimada em aproximadamente 4.300 kg CH₄/h, equivalente a mais de 37 mil toneladas de metano por ano e a um impacto climático superior a 1 milhão de toneladas de CO₂e anuais. Uma segunda fonte identificada apresenta emissão estimada em cerca de 228 kg CH₄/h, correspondente a aproximadamente 56 mil toneladas de CO₂e por ano.
Esses dados demonstram que, mesmo em aterros dotados de sistemas de captação e aproveitamento de biogás, a prevenção da geração de metano na origem permanece uma das estratégias mais relevantes para a mitigação climática no setor de resíduos.
No município do Rio de Janeiro, o setor de resíduos sólidos responde por cerca de 15% das emissões totais de gases de efeito estufa (GEE), conforme o estudo Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro (IPP; SMAC, 2021). A decomposição anaeróbica da matéria orgânica em aterros constitui uma das principais fontes emissoras do setor, sobretudo pela geração de metano (CH₄), gás de elevado potencial de aquecimento global.
Nesse contexto, o desvio de resíduos orgânicos para compostagem atua diretamente sobre a origem do problema: ao impedir que a matéria orgânica seja disposta em aterro e submetida à decomposição anaeróbica, evita-se a formação do metano que seria gerado nesse processo. Essa abordagem também contribui para os objetivos do Global Methane Pledge, do qual o Brasil é signatário, que estabelece a meta coletiva de redução de pelo menos 30% das emissões globais de metano até 2030.
O projeto contempla o inventário das emissões de gases de efeito estufa associadas à operação da Casca, permitindo mensurar a sua pegada de carbono e identificar as emissões relacionadas às diferentes etapas do processo.
Paralelamente, são quantificadas as reduções de emissões proporcionadas pela compostagem e contabilizados os créditos de carbono correspondentes, por meio de metodologia própria de redução de emissões associada ao desvio de resíduos orgânicos de aterros sanitários.
A metodologia é estruturada a partir de princípios e critérios internacionalmente reconhecidos do Gold Standard, referência global em projetos climáticos de alta integridade socioambiental. A abordagem estabelece um cenário de referência, no qual os resíduos orgânicos seriam destinados a aterro sanitário, e o compara ao cenário do projeto, no qual esses resíduos são desviados para compostagem. A diferença entre os dois cenários permite quantificar as emissões líquidas evitadas, especialmente aquelas relacionadas à prevenção da formação e liberação de metano (CH₄).
Para aumentar a representatividade e a precisão da quantificação, a metodologia foi tropicalizada às condições locais do município do Rio de Janeiro, incorporando particularidades climatológicas regionais — como temperatura média, umidade relativa do ar e regime de precipitação —, além das características operacionais e ambientais relacionadas à disposição final dos resíduos no CTR Rio, em Seropédica.
Essa adaptação permite maior aderência às condições reais de degradação da fração orgânica dos resíduos, bem como à dinâmica local de geração, captura e emissão de metano. Dessa forma, a contabilização das reduções não se limita à aplicação de fatores genéricos, mas busca representar de maneira mais adequada o cenário efetivamente evitado pelo projeto.
A partir desse processo de mensuração, são determinadas as toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) efetivamente evitadas, que constituem a base para a contabilização dos créditos de carbono associados à atividade de compostagem.
Além da mitigação climática, o projeto promove benefícios associados à economia circular e à valorização dos resíduos orgânicos. O material que anteriormente seguiria para disposição final é transformado em composto orgânico e reinserido no ciclo produtivo, podendo ser utilizado na agricultura, no paisagismo e na recuperação de solos. A atuação junto aos grandes geradores também contribui para ampliar o engajamento do setor privado na gestão responsável de resíduos e na transição para uma economia de baixo carbono.
Um dos principais atributos climáticos do projeto está na imediaticidade das reduções de emissões. Diferentemente de soluções baseadas em remoções futuras de carbono, a compostagem atua diretamente sobre a fonte da emissão: uma vez que a matéria orgânica é desviada do aterro e compostada adequadamente, evita-se a geração do metano que ocorreria durante sua decomposição anaeróbica.
O projeto apresenta, portanto, adicionalidade climática, uma vez que, na ausência da atividade de desvio e compostagem, esses resíduos seguiriam o fluxo convencional de disposição final em aterro. A redução decorre de uma intervenção concreta e mensurável sobre o destino da matéria orgânica, gerando emissões evitadas de efeito climático imediato, ao mesmo tempo em que transforma resíduos em recursos e contribui para uma gestão urbana mais circular, sustentável e de baixo carbono.
A supervisão técnica (Technical Oversight) do processo de mensuração, quantificação e contabilização das reduções de emissões é realizada por profissional certificado pelo GBCI no City Climate Planner Program, programa desenvolvido em colaboração com o World Bank, assegurando a aplicação consistente de princípios e boas práticas internacionalmente reconhecidos de mensuração e contabilização de emissões de gases de efeito estufa.
Créditos de carbono
3595
Tratamento de Resíduos
ODS
05
R$ 50,00
/ tCO₂e