Logotipo - Blustone
whatsapp
Casca Compostagem
Casca Compostagem
Casca Compostagem
Casca Compostagem
Brasil Brasil

Casca Compostagem

A Casca atua na gestão sustentável de resíduos orgânicos no Rio de Janeiro, promovendo a economia circular por meio da compostagem. Seu modelo de negócios desvia resíduos orgânicos de aterros sanitários e os transforma em composto orgânico de alta qualidade, utilizado na agricultura, paisagismo e recuperação de solos, evitando a geração de emissões de gases de efeito estufa associadas à decomposição anaeróbica dos resíduos. O projeto atua em um contexto crítico para a agenda climática urbana. O CTR Rio, operado pela Ciclus Ambiental, recebe aproximadamente 10 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos provenientes do município do Rio de Janeiro e opera um sistema de captação e aproveitamento energético de biogás, responsável pela recuperação estimada de cerca de 60% do metano gerado no processo de decomposição anaeróbica dos resíduos. Apesar disso, uma parcela significativa do metano ainda escapa para a atmosfera por meio de emissões fugitivas e vazamentos operacionais. Dados recentes do Global Methane Hub indicam que o aterro possui importantes fontes emissoras de metano não capturado. A principal delas libera aproximadamente 4.300 kg CH₄/h, equivalente a mais de 37 mil toneladas de metano por ano e impacto climático superior a 1 milhão de toneladas de CO₂e anuais. Uma segunda fonte emite cerca de 228 kg CH₄/h, representando aproximadamente 56 mil toneladas de CO₂e por ano. Esses dados reforçam que, mesmo em aterros com sistemas avançados de captação de biogás, a prevenção da geração do metano na origem permanece como uma das estratégias mais eficazes de mitigação climática no setor de resíduos. A destinação inadequada de resíduos é um dos grandes desafios ambientais da cidade, sendo que o setor de resíduos sólidos responde por cerca de 15% das emissões totais de Gases de Efeito Estufa (GEE) do município do Rio de Janeiro, conforme o estudo Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro (IPP; SMAC, 2021). A decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos em aterros é a principal fonte emissora do setor, gerando metano (CH₄), gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao dióxido de carbono (CO₂) ao longo de 100 anos. Pesquisas recentes demonstram que aterros sanitários podem emitir volumes significativamente maiores de metano do que anteriormente estimado, especialmente devido a emissões fugitivas não capturadas pelos sistemas convencionais de coleta de biogás. Nesse contexto, iniciativas de desvio de resíduos orgânicos para compostagem e biodigestão ganham relevância estratégica para o cumprimento do Compromisso Global do Metano (Global Methane Pledge), do qual o Brasil é signatário, que prevê a redução de pelo menos 30% das emissões globais de metano até 2030. A Somos Casca vem ampliando significativamente sua atuação. Em 2023, a empresa compostou 321 toneladas de resíduos orgânicos. Em 2024, esse volume aumentou para 562 toneladas, representando crescimento de aproximadamente 75%. Esse avanço reduz diretamente a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, mitigando emissões de metano, reduzindo a geração de chorume e contribuindo para o aumento da vida útil das áreas de disposição final. A redução de emissões associada às atividades de compostagem desenvolvidas pela Somos Casca foi certificada com base em metodologia alinhada aos princípios e critérios internacionalmente reconhecidos da Gold Standard, referência global em projetos climáticos de alta integridade socioambiental. A abordagem metodológica considera o desvio de resíduos orgânicos de aterros sanitários e a consequente prevenção da formação de metano (CH₄), contabilizando as emissões evitadas em comparação ao cenário de disposição final em aterro. A metodologia utilizada foi ainda tropicalizada às condições locais do município do Rio de Janeiro, incorporando particularidades climatológicas regionais — como temperatura média, umidade relativa do ar e regime de precipitação —, bem como as características operacionais e ambientais da disposição final de resíduos no CTR Rio, em Seropédica. Essa adaptação permite maior aderência às condições reais de degradação da fração orgânica dos resíduos e à dinâmica de geração e captura de metano observada localmente. Além da mitigação climática, o projeto promove benefícios associados à economia circular, à valorização de resíduos orgânicos e à produção de composto orgânico, contribuindo para a redução da dependência de fertilizantes químicos sintéticos e para o fechamento do ciclo de nutrientes. A atuação junto a grandes geradores, como restaurantes, shoppings e eventos, fortalece ainda o engajamento da sociedade na redução do desperdício e na construção de cidades mais sustentáveis e resilientes. A abordagem da Somos Casca apresenta elevada adicionalidade e permanência climática. Diferentemente de mecanismos de compensação baseados exclusivamente em remoção futura de carbono, a compostagem aeróbica evita diretamente a formação do metano desde a origem, garantindo reduções efetivas e imediatas de emissões. Sem a implementação do projeto, os resíduos orgânicos continuariam sendo destinados aos aterros sanitários, contribuindo para emissões de difícil controle e alto impacto climático.
Créditos de carbono
3744
Tratamento de ResíduosTratamento de Resíduos
ODS
05
Preço

R$ 50,00 / tCO₂e

Quantidade
Total
R$
/ tCO₂e
Data de Início 24 de março de 2025
Certificação Mowa Carbon Neutral

Descrição

Projeto de compostagem e economia circular da Casca para mitigação de emissões de metano, redução do envio de resíduos a aterros sanitários e geração de impacto climático positivo no município do Rio de Janeiro.

A Casca atua na gestão sustentável de resíduos orgânicos no Rio de Janeiro, promovendo a economia circular por meio da compostagem. Seu modelo de negócios desvia resíduos orgânicos de aterros sanitários e os transforma em composto orgânico de alta qualidade, utilizado na agricultura, paisagismo e recuperação de solos, evitando a geração de emissões de gases de efeito estufa associadas à decomposição anaeróbica dos resíduos. O projeto atua em um contexto crítico para a agenda climática urbana. O CTR Rio, operado pela Ciclus Ambiental, recebe aproximadamente 10 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos provenientes do município do Rio de Janeiro e opera um sistema de captação e aproveitamento energético de biogás, responsável pela recuperação estimada de cerca de 60% do metano gerado no processo de decomposição anaeróbica dos resíduos. Apesar disso, uma parcela significativa do metano ainda escapa para a atmosfera por meio de emissões fugitivas e vazamentos operacionais. Dados recentes do Global Methane Hub indicam que o aterro possui importantes fontes emissoras de metano não capturado. A principal delas libera aproximadamente 4.300 kg CH₄/h, equivalente a mais de 37 mil toneladas de metano por ano e impacto climático superior a 1 milhão de toneladas de CO₂e anuais. Uma segunda fonte emite cerca de 228 kg CH₄/h, representando aproximadamente 56 mil toneladas de CO₂e por ano. Esses dados reforçam que, mesmo em aterros com sistemas avançados de captação de biogás, a prevenção da geração do metano na origem permanece como uma das estratégias mais eficazes de mitigação climática no setor de resíduos. A destinação inadequada de resíduos é um dos grandes desafios ambientais da cidade, sendo que o setor de resíduos sólidos responde por cerca de 15% das emissões totais de Gases de Efeito Estufa (GEE) do município do Rio de Janeiro, conforme o estudo Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro (IPP; SMAC, 2021). A decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos em aterros é a principal fonte emissora do setor, gerando metano (CH₄), gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao dióxido de carbono (CO₂) ao longo de 100 anos. Pesquisas recentes demonstram que aterros sanitários podem emitir volumes significativamente maiores de metano do que anteriormente estimado, especialmente devido a emissões fugitivas não capturadas pelos sistemas convencionais de coleta de biogás. Nesse contexto, iniciativas de desvio de resíduos orgânicos para compostagem e biodigestão ganham relevância estratégica para o cumprimento do Compromisso Global do Metano (Global Methane Pledge), do qual o Brasil é signatário, que prevê a redução de pelo menos 30% das emissões globais de metano até 2030. A Somos Casca vem ampliando significativamente sua atuação. Em 2023, a empresa compostou 321 toneladas de resíduos orgânicos. Em 2024, esse volume aumentou para 562 toneladas, representando crescimento de aproximadamente 75%. Esse avanço reduz diretamente a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, mitigando emissões de metano, reduzindo a geração de chorume e contribuindo para o aumento da vida útil das áreas de disposição final. A redução de emissões associada às atividades de compostagem desenvolvidas pela Somos Casca foi certificada com base em metodologia alinhada aos princípios e critérios internacionalmente reconhecidos da Gold Standard, referência global em projetos climáticos de alta integridade socioambiental. A abordagem metodológica considera o desvio de resíduos orgânicos de aterros sanitários e a consequente prevenção da formação de metano (CH₄), contabilizando as emissões evitadas em comparação ao cenário de disposição final em aterro. A metodologia utilizada foi ainda tropicalizada às condições locais do município do Rio de Janeiro, incorporando particularidades climatológicas regionais — como temperatura média, umidade relativa do ar e regime de precipitação —, bem como as características operacionais e ambientais da disposição final de resíduos no CTR Rio, em Seropédica. Essa adaptação permite maior aderência às condições reais de degradação da fração orgânica dos resíduos e à dinâmica de geração e captura de metano observada localmente. Além da mitigação climática, o projeto promove benefícios associados à economia circular, à valorização de resíduos orgânicos e à produção de composto orgânico, contribuindo para a redução da dependência de fertilizantes químicos sintéticos e para o fechamento do ciclo de nutrientes. A atuação junto a grandes geradores, como restaurantes, shoppings e eventos, fortalece ainda o engajamento da sociedade na redução do desperdício e na construção de cidades mais sustentáveis e resilientes. A abordagem da Somos Casca apresenta elevada adicionalidade e permanência climática. Diferentemente de mecanismos de compensação baseados exclusivamente em remoção futura de carbono, a compostagem aeróbica evita diretamente a formação do metano desde a origem, garantindo reduções efetivas e imediatas de emissões. Sem a implementação do projeto, os resíduos orgânicos continuariam sendo destinados aos aterros sanitários, contribuindo para emissões de difícil controle e alto impacto climático.

Você também pode gostar

Fazenda Priorini II
Brasil

Fazenda Priorini II

A Fazenda Priorini possui área total de 11.851,58 hectares, localizado no município de Coari, Estado do Amazonas, inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) sob o nº AM-1301209-2877.6737.1D1B.4A67.88E1.342F.A385.230E. De acordo com as informações declaradas no CAR, o imóvel possui 10.512,07 hectares destinados à Reserva Legal, correspondentes a aproximadamente 88,7% de sua área total, além de 456,57 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs). O cadastro registra ainda 11.836,74 hectares de vegetação nativa remanescente e área consolidada igual a zero, indicando a inexistência de áreas convertidas para uso agrossilvipastoril. Ressalta-se que as áreas de Reserva Legal, APP e vegetação nativa não são necessariamente aditivas, podendo haver sobreposição entre essas categorias, conforme a metodologia e as regras do Cadastro Ambiental Rural. Adicionalmente, a análise do Cadastro Ambiental Rural indica que não há sobreposição do perímetro do imóvel rural com outros imóveis cadastrados, evidenciando consistência na delimitação espacial da área declarada e reduzindo potenciais conflitos fundiários associados ao cadastro. O projeto propõe a conservação ativa dessa cobertura florestal diante da pressão de desmatamento observada na região do médio Solimões. Dados do sensoriamento remoto realizado para o município de Coari mostram que a média de desmatamento anual saltou de aproximadamente 198 hectares/ano (2004–2018) para 818 hectares/ano (2019–2024) — mais que o triplo —, com pico de 1.584 hectares em 2023. Tabela 01 Desmatamento anual por classe — Coari/AM (Mapbiomas, 2004-2024) O risco de incêndios florestais segue o mesmo padrão, e de forma ainda mais acentuada: a área queimada média na região passou de cerca de 51 hectares/ano (2005–2009) para 5.546 hectares/ano nos últimos três anos (2022–2024), refletindo os efeitos das secas mais severas já registradas na Amazônia. Tabela 02. Área queimada anual — Coari/AM (Mapbiomas Fogo, 2004-2024) A linha de base de desmatamento evitado foi estimada a partir do cruzamento dos limites do imóvel com a série histórica de uso e cobertura realizada por sensoriamento remoto, bem como os alertas de desmatamento do PRODES/DETER (INPE), estimando uma área evitada de 13,39 hectares/ano, equivalente a 4.966,35 tCO₂e/ano de emissões evitadas. A metodologia de quantificação segue os princípios do arcabouço REDD+, alinhada aos padrões internacionais de referência para projetos florestais, tropicalizada às condições específicas de uso do solo e regime fundiário da região de Coari. Ao adquirir créditos deste projeto, o cliente recebe login e senha de acesso ao Portal do Investidor Mowa Carbon, painel digital que permite acompanhar o ativo em tempo real ao longo de todo o seu ciclo de vida — da geração da linha de base, passando pela verificação e emissão do lote, até a aposentadoria (retirement) do crédito, com certificado digital que impede reutilização ou dupla contagem. O painel também disponibiliza acesso permanente aos dados de origem do projeto permitindo que o cliente confirme, de forma independente, a existência e a integridade da área geradora dos créditos. A abordagem deste imóvel rural busca elevada adicionalidade e permanência climática. Sem a receita associada à comercialização de créditos de carbono, a exploração madeireira e a expansão da pecuária permaneceriam economicamente mais atrativas no curto prazo do que a manutenção da floresta em pé — replicando a trajetória de desmatamento já observada na região. A permanência é reforçada pela Reserva Legal averbada no CAR, pelo monitoramento remoto contínuo e por uma reserva de créditos para não permanência (buffer), mitigando o risco de reversão diante do cenário regional de intensificação de desmatamento e fogo. Interessado na aquisição dos créditos de carbono deste projeto? O Relatório Completo de Certificação, incluindo os dados de sensoriamento remoto, análises geoespaciais, metodologia de quantificação, documentação técnica e evidências utilizadas no processo de certificação, está disponível mediante apresentação técnica. Entre em contato e agende uma reunião com nossos especialistas para conhecer todos os detalhes do projeto, esclarecer dúvidas e avaliar oportunidades de aquisição dos créditos de carbono.
Créditos de carbono
148988
Florestas
ODS
04
R$ 75,00

/ tCO₂e

Sítio Capiranga
Brasil

Sítio Capiranga

O Sítio Capiranga é um projeto de desmatamento evitado na Amazônia: um imóvel rural de 10.613,1029 hectares localizado no município de Coari (AM), no interior do Estado do Amazonas, cortado por uma extensa rede de cursos d’água naturais. Devidamente inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) sob o registro AM-1301209-82D5.0145.6723.4E8B.A3A5.C460.8441.15C7, o imóvel mantém 10.501,6849 hectares de remanescente de vegetação nativa, equivalente a 98,95% de sua área total, dos quais 9.420,5816 hectares estão averbados como Reserva Legal e 749,9640 hectares correspondem a Áreas de Preservação Permanente (APP) associadas aos cursos d’água que atravessam a propriedade. O cadastro não registra área consolidada (antropizada), o que evidencia o elevado grau de conservação florestal do imóvel. O projeto se insere em um contexto de pressão crescente sobre a floresta amazônica no município de Coari. Dados de sensoriamento remoto mostram desmatamento recorrente no município ao longo de duas décadas, com picos recentes de 1.584 hectares suprimidos em 2023 e 684 hectares em 2024, além de crescimento expressivo da área queimada, que saltou de 57 hectares em 2021 para 8.572 hectares em 2024. Esse cenário caracteriza uma trajetória real e mensurável de perda de cobertura florestal na região, contra a qual o Sítio Capiranga se contrapõe como área de conservação ativa. No recorte específico do imóvel, o monitoramento por imagens de satélite não identificou áreas de supressão de vegetação primária ou secundária na série 2004–2024, e o sensoriamento remoto registra apenas incidências pontuais e de baixíssima magnitude, com o maior valor anual observado em 2019 (7 hectares, cerca de 0,07% da área do imóvel). Essa combinação — floresta intacta em uma paisagem regional sob pressão de desmatamento — comprova, na prática, o desmatamento evitado na Amazônia que sustenta a adicionalidade e a permanência do projeto. Além da mitigação climática associada à manutenção do estoque de carbono florestal, o projeto contribui para a proteção de recursos hídricos, por meio da preservação das Áreas de Preservação Permanente, para a conservação da biodiversidade amazônica e para a valorização econômica da floresta em pé como alternativa ao avanço da fronteira agropecuária na região de Coari. A metodologia EarthCarbonTrade — MWC0002 v1.0 “Floresta em Pé” quantifica o desmatamento evitado na Amazônia aplicando a taxa histórica de desmatamento do município de Coari como cenário de referência (baseline) e estima uma área evitada de 11,93 hectares/ano, equivalente a 4.424,84 tCO₂e/ano de emissões evitadas. Ao longo de um período de crédito de 30 anos (20 anos retroativos + 10 anos prospectivos), o projeto totaliza 132.745,11 tCO₂e em créditos de carbono. O Sítio Capiranga apresenta elevada adicionalidade e permanência climática. A designação legal de Reserva Legal e de APP, por si só, não impede o desmatamento — como demonstram os dados regionais de Coari —, o que reforça a relevância do monitoramento ativo, da fiscalização e do incentivo econômico promovidos pelo projeto. Sem a receita gerada pelos créditos de carbono, a floresta em pé competiria em desvantagem com o avanço da pecuária e da agricultura na região, tornando a conservação economicamente mais vulnerável. Interessado na aquisição dos créditos de carbono deste projeto? O Relatório Completo de Certificação, incluindo os dados de sensoriamento remoto, análises geoespaciais, metodologia de quantificação, documentação técnica e evidências utilizadas no processo de certificação, está disponível mediante apresentação técnica. Entre em contato e agende uma reunião com nossos especialistas para conhecer todos os detalhes do projeto, esclarecer dúvidas e avaliar oportunidades de aquisição dos créditos de carbono.
Créditos de carbono
132742
Florestas
ODS
04
R$ 75,00

/ tCO₂e

Casca Compostagem
Brasil

Casca Compostagem

A Casca atua na gestão sustentável de resíduos orgânicos no Rio de Janeiro, promovendo a economia circular por meio da compostagem. Seu modelo de negócios desvia resíduos orgânicos de aterros sanitários e os transforma em composto orgânico de alta qualidade, utilizado na agricultura, paisagismo e recuperação de solos, evitando a geração de emissões de gases de efeito estufa associadas à decomposição anaeróbica dos resíduos. O projeto atua em um contexto crítico para a agenda climática urbana. O CTR Rio, operado pela Ciclus Ambiental, recebe aproximadamente 10 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos provenientes do município do Rio de Janeiro e opera um sistema de captação e aproveitamento energético de biogás, responsável pela recuperação estimada de cerca de 60% do metano gerado no processo de decomposição anaeróbica dos resíduos. Apesar disso, uma parcela significativa do metano ainda escapa para a atmosfera por meio de emissões fugitivas e vazamentos operacionais. Dados recentes do Global Methane Hub indicam que o aterro possui importantes fontes emissoras de metano não capturado. A principal delas libera aproximadamente 4.300 kg CH₄/h, equivalente a mais de 37 mil toneladas de metano por ano e impacto climático superior a 1 milhão de toneladas de CO₂e anuais. Uma segunda fonte emite cerca de 228 kg CH₄/h, representando aproximadamente 56 mil toneladas de CO₂e por ano. Esses dados reforçam que, mesmo em aterros com sistemas avançados de captação de biogás, a prevenção da geração do metano na origem permanece como uma das estratégias mais eficazes de mitigação climática no setor de resíduos. A destinação inadequada de resíduos é um dos grandes desafios ambientais da cidade, sendo que o setor de resíduos sólidos responde por cerca de 15% das emissões totais de Gases de Efeito Estufa (GEE) do município do Rio de Janeiro, conforme o estudo Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro (IPP; SMAC, 2021). A decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos em aterros é a principal fonte emissora do setor, gerando metano (CH₄), gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao dióxido de carbono (CO₂) ao longo de 100 anos. Pesquisas recentes demonstram que aterros sanitários podem emitir volumes significativamente maiores de metano do que anteriormente estimado, especialmente devido a emissões fugitivas não capturadas pelos sistemas convencionais de coleta de biogás. Nesse contexto, iniciativas de desvio de resíduos orgânicos para compostagem e biodigestão ganham relevância estratégica para o cumprimento do Compromisso Global do Metano (Global Methane Pledge), do qual o Brasil é signatário, que prevê a redução de pelo menos 30% das emissões globais de metano até 2030. A Somos Casca vem ampliando significativamente sua atuação. Em 2023, a empresa compostou 321 toneladas de resíduos orgânicos. Em 2024, esse volume aumentou para 562 toneladas, representando crescimento de aproximadamente 75%. Esse avanço reduz diretamente a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, mitigando emissões de metano, reduzindo a geração de chorume e contribuindo para o aumento da vida útil das áreas de disposição final. A redução de emissões associada às atividades de compostagem desenvolvidas pela Somos Casca foi certificada com base em metodologia alinhada aos princípios e critérios internacionalmente reconhecidos da Gold Standard, referência global em projetos climáticos de alta integridade socioambiental. A abordagem metodológica considera o desvio de resíduos orgânicos de aterros sanitários e a consequente prevenção da formação de metano (CH₄), contabilizando as emissões evitadas em comparação ao cenário de disposição final em aterro. A metodologia utilizada foi ainda tropicalizada às condições locais do município do Rio de Janeiro, incorporando particularidades climatológicas regionais — como temperatura média, umidade relativa do ar e regime de precipitação —, bem como as características operacionais e ambientais da disposição final de resíduos no CTR Rio, em Seropédica. Essa adaptação permite maior aderência às condições reais de degradação da fração orgânica dos resíduos e à dinâmica de geração e captura de metano observada localmente. Além da mitigação climática, o projeto promove benefícios associados à economia circular, à valorização de resíduos orgânicos e à produção de composto orgânico, contribuindo para a redução da dependência de fertilizantes químicos sintéticos e para o fechamento do ciclo de nutrientes. A atuação junto a grandes geradores, como restaurantes, shoppings e eventos, fortalece ainda o engajamento da sociedade na redução do desperdício e na construção de cidades mais sustentáveis e resilientes. A abordagem da Somos Casca apresenta elevada adicionalidade e permanência climática. Diferentemente de mecanismos de compensação baseados exclusivamente em remoção futura de carbono, a compostagem aeróbica evita diretamente a formação do metano desde a origem, garantindo reduções efetivas e imediatas de emissões. Sem a implementação do projeto, os resíduos orgânicos continuariam sendo destinados aos aterros sanitários, contribuindo para emissões de difícil controle e alto impacto climático.
Créditos de carbono
3744
Tratamento de Resíduos
ODS
05
R$ 50,00

/ tCO₂e